Blog da Dra. Alessandra Salgues

Na central educativa, você encontrará diversos conteúdos sobre oncologia clínica.

Por alessandra.salgues 22 de fevereiro de 2026
O câncer afeta apenas o corpo?
Por alessandra.salgues 13 de fevereiro de 2026
Após a turbulência inicial que acompanha o diagnóstico de câncer, surge um pensamento quase automático: “Quero tirar isso de mim o mais rápido possível.” Esse impulso é compreensível. Diante de um problema, a tendência natural é resolvê-lo rapidamente. E quando se trata de um tumor dentro do próprio corpo, a ideia de removê-lo imediatamente parece, intuitivamente, o melhor caminho. No entanto, nem sempre a cirurgia imediata é a melhor estratégia. Antes de qualquer decisão terapêutica, é fundamental avaliar a extensão da doença . Isso significa entender se o tumor está restrito ao órgão onde se originou ou se já há comprometimento de linfonodos ou outros órgãos, situação que chamamos de metástase. Quando há doença metastática, o tratamento principal costuma ser sistêmico, como quimioterapia, imunoterapia ou terapias-alvo, a depender do tipo de tumor e de suas características moleculares. Nesses casos, a cirurgia pode ter papel limitado ou ser indicada apenas em situações específicas, geralmente discutidas em centros de referência e em contexto multidisciplinar. Mesmo nos casos de doença localizada, o objetivo do tratamento não é apenas retirar o tumor visível. O objetivo é reduzir ao máximo o risco de recorrência e aumentar as chances de controle definitivo da doença . Isso envolve tratar não apenas o tumor detectável, mas também possíveis células microscópicas que não aparecem nos exames. Por esse motivo, em algumas situações optamos por iniciar tratamento sistêmico antes da cirurgia, o chamado tratamento neoadjuvante, com o objetivo de reduzir o tumor, avaliar sua resposta e tratar possíveis focos microscópicos precocemente. Em outros casos, indicamos tratamento após a cirurgia, o chamado tratamento adjuvante, com a finalidade de diminuir o risco de retorno da doença. Cada decisão depende do tipo de câncer, do estágio, das características biológicas do tumor e das condições clínicas do paciente. A pergunta correta, portanto, não é apenas “preciso operar imediatamente?”, mas sim: qual é sequência de tratamento maximiza minhas chances de cura ou de controle prolongado de doença? Por isso, a avaliação por um oncologista é fundamental. O tratamento do câncer deve ser conduzido com estratégia, método, individualização do cuidado e evidência científica, sempre respeitando a urgência que o diagnóstico naturalmente provoca.  Em oncologia, agir rapidamente é importante. Agir corretamente é decisivo.
Por alessandra.salgues 7 de fevereiro de 2026
Receber o diagnóstico de câncer é um momento que costuma gerar insegurança e muitas dúvidas. A palavra “câncer” ainda é associada, para a maioria das pessoas, a gravidade e risco de vida, o que torna o impacto inicial naturalmente difícil. É comum que surjam perguntas como “por que isso aconteceu?” ou “o que eu fiz de errado?”. Do ponto de vista médico, é importante esclarecer: na maioria dos casos, o câncer não tem uma causa única identificável . Ele resulta da combinação de fatores genéticos, ambientais e do próprio processo de envelhecimento celular. Procurar culpados raramente contribui para o cuidado. O mais importante é entender a doença e organizar os próximos passos. O primeiro ponto fundamental é saber que câncer não é uma doença única . Existem diferentes tipos e subtipos, com comportamentos biológicos distintos, tratamentos específicos e prognósticos variados. Mesmo pessoas com o mesmo diagnóstico podem ter estratégias terapêuticas diferentes. Por isso, generalizações costumam gerar mais confusão do que esclarecimento. O segundo passo é definir a extensão da doença , etapa conhecida como estadiamento. Nessa fase, avaliamos se o tumor está restrito ao local de origem ou se há acometimento de linfonodos ou outros órgãos. Essa informação é essencial para decidir o tratamento mais adequado e deve ser feita de forma cuidadosa, com exames apropriados e interpretação especializada. É comum que a incerteza sobre o que vai acontecer a partir daquele momento gere ansiedade e a ansiedade gere pressa. No entanto, é importante reforçar: na maioria dos casos, o câncer é uma urgência que precisa ser conduzida com estratégia, e não com pressa. Alguns dias ou semanas dedicados a uma investigação adequada, revisão de exames, discussão multidisciplinar e, quando indicado, uma segunda opinião, não comprometem o tratamento e aumentam a chance de escolhas corretas . Oncologia moderna não se baseia em decisões impulsivas, mas em estratégia. Um tratamento bem indicado considera: · o tipo exato do tumor e suas características histológicas e moleculares; · o estágio da doença; · as opções terapêuticas disponíveis e sua evidência científica; · as condições clínicas e os objetivos do paciente. Outro ponto importante: nem todas as decisões precisam ser tomadas no primeiro dia . Algumas escolhas exigem reflexão, entendimento de riscos e benefícios e alinhamento com a vida real do paciente. Informação clara e acompanhamento especializado fazem diferença nesse processo. Hoje, a oncologia evoluiu de forma significativa. Muitos cânceres são curáveis e outros podem ser controlados por longos períodos, com qualidade de vida. O diagnóstico não define sozinho o desfecho, o que faz diferença é como, quando e com quem o tratamento é conduzido . O próximo passo não é “agir por medo”. É buscar informação confiável, um oncologista de referência e um plano de tratamento individualizado .  Clareza gera melhores decisões. E decisões bem fundamentadas fazem diferença no resultado.
Por alessandra.salgues 22 de fevereiro de 2026
O câncer afeta apenas o corpo?
Por alessandra.salgues 13 de fevereiro de 2026
Após a turbulência inicial que acompanha o diagnóstico de câncer, surge um pensamento quase automático: “Quero tirar isso de mim o mais rápido possível.” Esse impulso é compreensível. Diante de um problema, a tendência natural é resolvê-lo rapidamente. E quando se trata de um tumor dentro do próprio corpo, a ideia de removê-lo imediatamente parece, intuitivamente, o melhor caminho. No entanto, nem sempre a cirurgia imediata é a melhor estratégia. Antes de qualquer decisão terapêutica, é fundamental avaliar a extensão da doença . Isso significa entender se o tumor está restrito ao órgão onde se originou ou se já há comprometimento de linfonodos ou outros órgãos, situação que chamamos de metástase. Quando há doença metastática, o tratamento principal costuma ser sistêmico, como quimioterapia, imunoterapia ou terapias-alvo, a depender do tipo de tumor e de suas características moleculares. Nesses casos, a cirurgia pode ter papel limitado ou ser indicada apenas em situações específicas, geralmente discutidas em centros de referência e em contexto multidisciplinar. Mesmo nos casos de doença localizada, o objetivo do tratamento não é apenas retirar o tumor visível. O objetivo é reduzir ao máximo o risco de recorrência e aumentar as chances de controle definitivo da doença . Isso envolve tratar não apenas o tumor detectável, mas também possíveis células microscópicas que não aparecem nos exames. Por esse motivo, em algumas situações optamos por iniciar tratamento sistêmico antes da cirurgia, o chamado tratamento neoadjuvante, com o objetivo de reduzir o tumor, avaliar sua resposta e tratar possíveis focos microscópicos precocemente. Em outros casos, indicamos tratamento após a cirurgia, o chamado tratamento adjuvante, com a finalidade de diminuir o risco de retorno da doença. Cada decisão depende do tipo de câncer, do estágio, das características biológicas do tumor e das condições clínicas do paciente. A pergunta correta, portanto, não é apenas “preciso operar imediatamente?”, mas sim: qual é sequência de tratamento maximiza minhas chances de cura ou de controle prolongado de doença? Por isso, a avaliação por um oncologista é fundamental. O tratamento do câncer deve ser conduzido com estratégia, método, individualização do cuidado e evidência científica, sempre respeitando a urgência que o diagnóstico naturalmente provoca.  Em oncologia, agir rapidamente é importante. Agir corretamente é decisivo.
Por alessandra.salgues 7 de fevereiro de 2026
Receber o diagnóstico de câncer é um momento que costuma gerar insegurança e muitas dúvidas. A palavra “câncer” ainda é associada, para a maioria das pessoas, a gravidade e risco de vida, o que torna o impacto inicial naturalmente difícil. É comum que surjam perguntas como “por que isso aconteceu?” ou “o que eu fiz de errado?”. Do ponto de vista médico, é importante esclarecer: na maioria dos casos, o câncer não tem uma causa única identificável . Ele resulta da combinação de fatores genéticos, ambientais e do próprio processo de envelhecimento celular. Procurar culpados raramente contribui para o cuidado. O mais importante é entender a doença e organizar os próximos passos. O primeiro ponto fundamental é saber que câncer não é uma doença única . Existem diferentes tipos e subtipos, com comportamentos biológicos distintos, tratamentos específicos e prognósticos variados. Mesmo pessoas com o mesmo diagnóstico podem ter estratégias terapêuticas diferentes. Por isso, generalizações costumam gerar mais confusão do que esclarecimento. O segundo passo é definir a extensão da doença , etapa conhecida como estadiamento. Nessa fase, avaliamos se o tumor está restrito ao local de origem ou se há acometimento de linfonodos ou outros órgãos. Essa informação é essencial para decidir o tratamento mais adequado e deve ser feita de forma cuidadosa, com exames apropriados e interpretação especializada. É comum que a incerteza sobre o que vai acontecer a partir daquele momento gere ansiedade e a ansiedade gere pressa. No entanto, é importante reforçar: na maioria dos casos, o câncer é uma urgência que precisa ser conduzida com estratégia, e não com pressa. Alguns dias ou semanas dedicados a uma investigação adequada, revisão de exames, discussão multidisciplinar e, quando indicado, uma segunda opinião, não comprometem o tratamento e aumentam a chance de escolhas corretas . Oncologia moderna não se baseia em decisões impulsivas, mas em estratégia. Um tratamento bem indicado considera: · o tipo exato do tumor e suas características histológicas e moleculares; · o estágio da doença; · as opções terapêuticas disponíveis e sua evidência científica; · as condições clínicas e os objetivos do paciente. Outro ponto importante: nem todas as decisões precisam ser tomadas no primeiro dia . Algumas escolhas exigem reflexão, entendimento de riscos e benefícios e alinhamento com a vida real do paciente. Informação clara e acompanhamento especializado fazem diferença nesse processo. Hoje, a oncologia evoluiu de forma significativa. Muitos cânceres são curáveis e outros podem ser controlados por longos períodos, com qualidade de vida. O diagnóstico não define sozinho o desfecho, o que faz diferença é como, quando e com quem o tratamento é conduzido . O próximo passo não é “agir por medo”. É buscar informação confiável, um oncologista de referência e um plano de tratamento individualizado .  Clareza gera melhores decisões. E decisões bem fundamentadas fazem diferença no resultado.

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